
O melhor whey vegano para a maioria é o Isofort Plant da Vitafor, um blend de ervilha e arroz com 24 g de proteína e leucina adicionada por dose. Antes de tudo, um ajuste honesto: whey vegano não é whey, que é soro de leite. Na verdade, é proteína vegetal em pó, de ervilha, arroz ou soja. Abaixo, comparamos 6 opções por proteína, leucina e custo por grama, com preço no Mercado Livre.
Top 6: qual o melhor whey vegano?
Resumo rápido: o melhor no geral é o Vitafor Isofort Plant, o único da lista com leucina adicionada. Para gastar menos por grama de proteína, o Growth Blend Vegan rende cerca de 33 doses por pacote. Por outro lado, quem prioriza sabor e textura tem o True Vegan, o mais avaliado. Por fim, a soja isolada da Growth é a fonte única mais completa pelo menor custo.
Análise de cada proteína vegetal da lista
1. Vitafor Isofort Plant Cacau 450g
Melhor no geralO Isofort Plant da Vitafor é o whey vegano mais próximo do whey de leite em leucina, com 2,42 g adicionados por dose, 24 g de proteína e nota 4,7 em mais de 3,8 mil avaliações.

Prós
- Leucina adicionada e declarada no rótulo: 2,42 g por dose.
- Maior proteína por dose da lista: 24 g em 30 g.
- Blend de ervilha isolada e arroz.
- Adoçado com xilitol e estévia, sem açúcar adicionado.
Contras
- Pote de 450 g, com só 15 doses.
- Custo por grama na faixa do whey concentrado.
- Ficha do anúncio cita leite e soja, que o rótulo não declara.
O Isofort Plant da Vitafor é o whey vegano que recomendamos para a maioria das pessoas. Segundo o rótulo, a dose de 30 g traz 24 g de proteína, vinda de ervilha isolada e arroz. Além disso, a marca adiciona L-leucina, e a dose chega a 2,42 g desse aminoácido. Dessa forma, fica perto dos cerca de 2,7 g de leucina de 25 g de whey de leite. Por outro lado, o pote de 450 g rende só 15 doses, e o custo por grama de proteína fica na mesma faixa do whey concentrado. Inclusive, a ficha do anúncio cita leite e soja como alérgenos, enquanto o rótulo não declara nenhum, então quem tem alergia deve conferir a embalagem. Vale lembrar que o sabor Paçoca leva amendoim; este é o Cacau. Na Amazon, o produto tinha nota 4,3, abaixo do nosso corte, por isso listamos só o Mercado Livre. Portanto, é a escolha para quem quer a leucina mais próxima do whey e aceita pagar mais por grama.
“Único whey q eu consigo tomar mas é sempre difícil de achar, muito bom recomendo.”
2. Growth Blend Vegan Chocolate 1kg
Melhor custo-benefícioO Blend Vegan da Growth é o whey vegano com o menor custo por grama de proteína entre os blends da lista, com 23 g de ervilha e arroz por dose e cerca de 33 doses no pacote de 1 kg.

Prós
- Menor custo por grama de proteína da lista, empatado com a soja da Growth.
- Pacote de 1 kg com cerca de 33 doses.
- Blend de ervilha isolada e arroz.
- Vendido pela loja oficial da Growth no Mercado Livre.
Contras
- Leucina não declarada no rótulo.
- Adoçantes artificiais: sucralose e acessulfame de potássio.
- Sabor divide opiniões nas avaliações.
O Blend Vegan da Growth é o whey vegano para quem quer pagar pouco por grama de proteína sem abrir mão do blend. Segundo a tabela da marca, a dose de 30 g do sabor Chocolate traz 23 g de proteína, de ervilha isolada e arroz. Assim, o pacote de 1 kg rende cerca de 33 doses. Com isso, o custo por grama empata com o da soja da mesma marca como o menor da seleção. Na prática, sai mais barato por grama que os wheys concentrados do nosso comparativo. No entanto, o rótulo não declara a leucina, então não dá para saber quanto cada dose entrega. Além disso, a ficha do anúncio fala em 21 g de proteína; usamos os 23 g da tabela da marca. Por outro lado, os adoçantes são sucralose e acessulfame de potássio, e o sabor divide opiniões. Por isso, é a escolha para quem toma proteína todo dia e quer gastar menos.
“Dissolução: muito bom e de fácil mistura. Delicioso, não é muito doce!”
3. True Vegan True Source Chocolate Branco com Coco 837g
Mais avaliadoO True Vegan da True Source é o whey vegano mais avaliado da lista, com nota 4,7 em mais de 5,8 mil avaliações, 23 g de proteína por dose e aminograma completo publicado.

Prós
- Aminograma completo publicado, com 1,92 g de leucina por dose.
- Textura cremosa elogiada nas avaliações.
- Adoçado com estévia e taumatina.
- Mais de 5,8 mil avaliações, com nota 4,7.
Contras
- Contém castanha de caju e pode conter soja e amendoim.
- Custo por grama mais que o dobro do das opções de 1 kg.
- Mais gordura saturada por dose (3,3 g), por causa do coco.
O True Vegan da True Source é o whey vegano para quem coloca sabor e textura em primeiro plano. Segundo o rótulo, a dose de 34 g traz 23 g de proteína isolada de ervilha e de arroz, com 1,92 g de leucina. Além disso, a marca publica o aminograma completo, algo raro na categoria. A textura vem de castanha de caju, leite de coco e TCM, adoçados com estévia e taumatina. Por isso, a dose tem 3,3 g de gordura saturada, mais que as outras da lista. Contudo, a castanha de caju é alérgeno, e o rótulo avisa que pode conter soja e amendoim. Da mesma forma, o pote de 837 g rende 24 doses, e o custo por grama de proteína passa do dobro do das opções de 1 kg. Portanto, recomendamos para quem prioriza um shake cremoso e não tem alergia a castanhas.
“Fiquei receosa de comprar pq muitos falam q proteína vegana tem gosto de terra, mas me surpreendi, é uma delícia e fica cremosa.”
4. Growth Proteína Isolada de Soja Chocolate 1kg
Fonte única mais completaA Proteína Isolada de Soja da Growth é a fonte única de melhor qualidade proteica da lista, com 23 g de soja por dose e o menor custo por grama, empatada com o Blend Vegan.

Prós
- Soja tem o maior DIAAS entre as proteínas vegetais do estudo de referência.
- Menor custo por grama da lista, empatado com o Blend Vegan.
- Pacote de 1 kg com cerca de 33 doses.
- Vendida pela loja oficial da Growth no Mercado Livre.
Contras
- Contém soja, um alérgeno comum.
- Leucina não declarada no rótulo.
- Ficha do anúncio diverge do rótulo na proteína por dose.
A Proteína Isolada de Soja da Growth é a opção de fonte única com o perfil de aminoácidos mais completo da seleção. Segundo a tabela da marca, a dose de 30 g do sabor Chocolate traz 23 g de proteína de soja. Afinal, num estudo de digestibilidade feito em porcos, a soja isolada teve DIAAS de 98, contra 73 da ervilha concentrada. Assim, o pacote de 1 kg rende cerca de 33 doses, com custo por grama empatado com o do Blend Vegan. No entanto, o rótulo não declara a leucina. A ficha do anúncio cita 2,28 g de leucina e 26 g de proteína, números que não batem com a tabela da marca. Por isso, usamos os 23 g do rótulo. Além disso, soja é um dos alérgenos mais comuns, e os adoçantes são sucralose e acessulfame de potássio. Em suma, faz sentido para quem não tem restrição à soja e quer proteína completa pagando pouco.
“Dissolução: boa, mistura fácil. Efeitos: quantidade boa de proteina por porção e dura 30 porções, melhor que muitos whey.”
5. NewNutrition Proteína de Ervilha Isolada Chocolate 900g
Ingredientes mais simplesA Proteína de Ervilha da NewNutrition é o whey vegano com a lista de ingredientes mais curta da seleção, adoçado só com estévia, com 22 g de proteína e aminograma completo na tabela.

Prós
- Lista de ingredientes curta, adoçada só com estévia.
- Aminograma completo na tabela, com 1,77 g de leucina.
- Custo por grama de proteína baixo.
- Fonte de ferro e vitamina B12.
Contras
- Fonte única, sem arroz para completar o aminograma.
- Sabor pouco doce, criticado em parte das avaliações.
- Menor nota da lista (4,6).
A Proteína de Ervilha Isolada da NewNutrition é a escolha para quem lê a lista de ingredientes antes de tudo. Segundo o rótulo, ela leva ervilha isolada, cacau, aroma natural, estévia e vitamina B12. Além disso, a dose de 30 g traz 22 g de proteína, 1,77 g de leucina e 7,3 mg de ferro, com aminograma completo na tabela. Dessa forma, o custo por grama de proteína fica entre os mais baixos da lista, e o anúncio tinha desconto na data da checagem. Por outro lado, é ervilha pura, sem arroz para compensar a metionina, e a nota é a menor da seleção. Inclusive, parte dos compradores acha o sabor pouco doce. A ficha do anúncio cita derivados do leite, enquanto o rótulo não declara alérgenos, então quem tem APLV deve conferir a embalagem. Portanto, recomendamos para quem quer rótulo limpo e aceita um sabor mais neutro.
“Proteína limpa de excelente qualidade. É uma delícia? não.”
6. Atlhetica Best Vegan Original 500g
Maior notaO Best Vegan da Atlhetica é o whey vegano com a maior nota da seleção, 4,8 em mais de 2,2 mil avaliações, e o blend com mais fontes: ervilha, arroz, grão-de-bico e chia.

Prós
- Maior nota da seleção: 4,8.
- Blend de quatro fontes vegetais.
- Adoçado só com estévia.
- Sabor elogiado com frequência nas avaliações.
Contras
- Menor proteína por dose: 20 g em 36 g.
- Maior custo por grama da lista.
- Pode conter leite e soja: não serve para quem tem APLV.
O Best Vegan da Atlhetica é o whey vegano para quem prioriza sabor e saciedade. Segundo o rótulo da nova fórmula, a dose de 36 g traz 20 g de proteína de ervilha isolada, arroz, grão-de-bico e chia, com 1,5 g de fibras. Além disso, a lista de ingredientes inclui polpa de maçã, óleo de coco, quinoa e amaranto, e o adoçante é só estévia. No entanto, é a menor proteína por dose e o maior custo por grama da seleção, e a leucina não é declarada. Da mesma forma, o pote de 500 g rende cerca de 14 doses. Vale notar que o anúncio ainda fala em porção de 35 g; usamos os 36 g do rótulo novo. Sobretudo, o rótulo avisa que pode conter leite e soja. Por isso, não recomendamos para quem tem alergia à proteína do leite (APLV), mesmo sendo um produto vegano na fórmula.
“Eu só posso consumir whey vegano e essa marca tem me supreendido, dos 4 sabores q já experimentei nenhum é ruim !”
Qual a diferença do whey vegano para o whey normal?
A diferença está na origem da proteína. O whey normal é a proteína do soro do leite, que sobra da fabricação do queijo. Já o whey vegano é proteína vegetal em pó. Na fabricação, a indústria separa a proteína do amido e das fibras de grãos como ervilha, arroz e soja, e seca o resultado. Na prática, o nome whey vegano é só comercial. Afinal, para a Anvisa, os dois são suplementos alimentares de proteína, e o rótulo deve dizer a fonte.
Por isso, a troca muda três coisas: a quantidade de leucina por dose, a qualidade do aminograma e os alérgenos. Veja a seguir o resumo:
| Ponto | Whey de leite | Whey vegano |
|---|---|---|
| Origem | Soro do leite | Ervilha, arroz, soja |
| Lactose | Sim, no concentrado | Não |
| Leucina | Mais alta | Mais baixa |
| DIAAS | 125 a 133 | 73 a 98 |
| Alérgeno | Leite | Soja, castanhas |
Os valores de DIAAS vêm do estudo de Mathai e colaboradores (2017), explicado mais abaixo. Em contrapartida, o whey vegano não tem lactose nem proteína do leite na fórmula. Por isso, ele faz sentido para veganos e para quem tem alergia ao leite, desde que o rótulo não avise sobre traços.
Custo por grama: o whey vegano é mais caro que o whey de leite?
Nem sempre, e esse é o dado que quase ninguém mostra. Para comparar, dividimos o preço de cada pote pelo total de proteína: doses vezes proteína por dose, sempre pela tabela do rótulo. Em seguida, colocamos ao lado os wheys concentrados do nosso comparativo de whey protein custo-benefício. Eles custaram de R$ 0,24 a R$ 0,33 por grama de proteína. Veja a seguir o resultado:
| Produto | Origem | Proteína/dose | R$/g |
|---|---|---|---|
| Growth Blend Vegan | Vegetal | 23 g | R$ 0,14 |
| Growth Soja | Vegetal | 23 g | R$ 0,14 |
| NewNutrition Ervilha | Vegetal | 22 g | R$ 0,17 |
| Whey concentrado | Leite | 15 a 32 g | R$ 0,24 a 0,33 |
| Vitafor Isofort Plant | Vegetal | 24 g | R$ 0,31 |
| True Vegan | Vegetal | 23 g | R$ 0,36 |
| Atlhetica Best Vegan | Vegetal | 20 g | R$ 0,42 |
Em outras palavras, os três whey veganos mais baratos da lista custam menos por grama de proteína que o whey concentrado mais barato do nosso comparativo. Por outro lado, os premium custam de 2 a 3 vezes mais por grama que eles. Nesse caso, o que se paga a mais é sabor, textura e, no Vitafor, a leucina adicionada. Contudo, preço por grama não é tudo: a próxima seção mostra o que se perde em leucina. Por fim, os valores são da data da checagem e mudam com as promoções.
Leucina: quanto de proteína vegetal iguala 25 g de whey
A leucina é o aminoácido mais ligado ao estímulo da síntese de proteína no músculo. Segundo uma análise de Gorissen e colaboradores (2018), 25 g de whey trazem cerca de 2,7 g de leucina. Para chegar à mesma quantidade, seriam precisos cerca de 38 g de proteína de ervilha, 37 g de arroz integral ou 40 g de soja. Afinal, no estudo, a leucina foi 11% da proteína do whey, contra 5% a 6% nessas fontes vegetais.
Na prática, o rótulo mostra quem compensa isso. Veja a leucina declarada em cada produto da lista:
| Produto | Leucina/dose | Origem do dado |
|---|---|---|
| Vitafor Isofort Plant | 2,42 g | Rótulo (adicionada) |
| True Vegan | 1,92 g | Rótulo |
| NewNutrition Ervilha | 1,77 g | Rótulo |
| Growth Soja | 2,28 g | Só ficha do anúncio |
| Growth Blend Vegan | Não declarada | n/d |
| Atlhetica Best Vegan | Não declarada | n/d |
Por isso, o Vitafor lidera a lista: com leucina adicionada, uma dose de 24 g chega perto da leucina de 25 g de whey. Além disso, o posicionamento da ISSN de 2017 fala em 20 a 40 g de proteína por refeição, com 700 a 3.000 mg de leucina. Logo, todas as doses com leucina declarada ficam dentro dessa faixa. Ainda assim, quem usa proteína vegetal sem leucina extra pode compensar com uma dose um pouco maior. Nesse caso, mantenha-se dentro da meta de proteína do dia.
Whey vegano é bom para ganhar massa muscular?
Sim, os estudos indicam que o whey vegano funciona para ganhar massa, desde que a proteína total do dia e o treino estejam em dia. Em primeiro lugar, um estudo de Babault e colaboradores (2015) acompanhou 161 homens por 12 semanas de treino de braço, com 25 g de proteína duas vezes ao dia. Nesse estudo, a espessura do bíceps subiu de forma parecida com ervilha e com whey, sem diferença significativa entre os dois. Vale dizer que o estudo foi financiado pela fabricante da proteína de ervilha usada, o que pede cautela.
Além disso, outros trabalhos apontam na mesma direção. Por exemplo, no estudo de Hevia-Larraín e colaboradores (2021), 19 veganos e 19 onívoros treinaram por 12 semanas com 1,6 g de proteína por kg ao dia. Com isso, os dois grupos tiveram ganhos semelhantes de massa magra na perna e de força no leg press. Da mesma forma, uma meta-análise de Messina e colaboradores (2018) reuniu 9 estudos e 266 participantes. Nela, soja e proteína animal não tiveram diferença de força nem de massa magra.
No entanto, o pó é só um complemento. Segundo a ISSN, quem treina costuma precisar de 1,4 a 2,0 g de proteína por kg de peso ao dia, somando comida e suplemento. Inclusive, uma meta-análise de Morton e colaboradores (2018) reuniu 49 estudos. Acima de cerca de 1,6 g por kg ao dia, o ganho extra deixou de aparecer. Por isso, use a nossa calculadora de proteína para ter uma estimativa da sua meta diária. Por fim, o resultado depende do treino, do sono e da alimentação como um todo, e nenhum pó, sozinho, é responsável pelo ganho de massa.
Qual é a proteína vegetal mais completa: ervilha, arroz ou soja?
Sozinha, a soja é a proteína vegetal mais completa da lista. Por outro lado, ervilha e arroz se completam quando misturados. Segundo a análise de Gorissen, o arroz tem pouca lisina e a ervilha tem pouca metionina. Assim, um blend em partes iguais tem um perfil de aminoácidos mais completo que cada fonte isolada. Por isso, quatro dos seis produtos da lista são blends.
Para medir a qualidade da proteína, a FAO recomenda desde 2013 o DIAAS, que considera a digestão de cada aminoácido. No estudo de Mathai e colaboradores (2017), os valores para o padrão a partir de 3 anos foram estes:
| Proteína | Forma testada | DIAAS |
|---|---|---|
| Whey | Concentrado | 133 |
| Whey | Isolado | 125 |
| Soja | Isolada | 98 |
| Ervilha | Concentrada | 73 |
Contudo, há duas ressalvas importantes. Primeiro, o estudo mediu a digestibilidade em porcos, um modelo usado para estimar a de humanos. Além disso, a ervilha testada era concentrada, e não isolada como a dos produtos da lista. Logo, os números servem para comparar fontes, e não para dar nota a um produto específico. O estudo também não incluiu proteína de arroz.
A frase da Anvisa que denuncia o aminograma
Existe uma pista simples no rótulo. Segundo a Instrução Normativa 28/2018 da Anvisa, a frase “As proteínas auxiliam na formação dos músculos e ossos” exige duas condições. Primeiro, precisa trazer ao menos 8,4 g de proteína na recomendação diária para adultos. Em seguida, o aminograma precisa atingir a proteína de referência da norma. Por exemplo, ela pede 59 mg de leucina e 45 mg de lisina por grama de proteína. Assim, quando a frase está no rótulo, o fabricante declarou que a fórmula atinge essa referência. Já a ausência dela não prova o contrário, mas vale conferir a tabela de aminoácidos.
Como escolher proteína vegetal em pó pelo rótulo
Antes de comprar qualquer proteína vegetal em pó, vale olhar o rótulo, e não só a ficha do anúncio. Afinal, em três dos seis produtos da lista, a proteína por dose da ficha não batia com a tabela da marca. Na prática, confira estes pontos:
- Proteína por dose: pelo menos 20 g, na tabela nutricional, e o tamanho da dose em gramas.
- Leucina: se a marca declara, melhor; perto de 2 g por dose já é um bom sinal.
- Fontes: blend de ervilha e arroz, ou soja, tende a ter aminograma mais completo.
- Custo por grama: preço dividido pelo total de proteína do pote, e não o preço do pote.
- Adoçante: estévia, xilitol, sucralose ou acessulfame, conforme a sua preferência.
- Alérgenos: a lista “contém” e o aviso “pode conter”, explicados abaixo.
Alérgenos: vegano não quer dizer hipoalergênico
Muita gente assume que o whey vegano serve para qualquer alergia, mas não é bem assim. Por exemplo, o True Vegan contém castanha de caju e pode conter soja e amendoim. Da mesma forma, a proteína da Growth é de soja, um dos alérgenos mais comuns. Além disso, o Best Vegan da Atlhetica avisa que pode conter leite, por causa do ambiente de fabricação. Inclusive, nas fichas dos anúncios do Vitafor e da NewNutrition aparecem leite e derivados, embora os rótulos não declarem alérgenos. Portanto, quem tem alergia deve ler a embalagem que chegou, e não só o anúncio.
Metais pesados: peça o laudo ao fabricante
Em outubro de 2025, a Consumer Reports testou 23 proteínas em pó e shakes vendidos nos Estados Unidos. Segundo a organização, os produtos de base vegetal tinham, em média, 9 vezes mais chumbo que os de soro de leite. Vale frisar que nenhuma marca brasileira foi testada, então não dá para transferir o resultado para os produtos desta lista. Ainda assim, a recomendação prática vale aqui também: peça ao SAC do fabricante o laudo de metais pesados do lote. Da mesma forma, prefira não somar várias doses de proteína em pó por dia sem necessidade e priorize a comida.
Whey vegano, zero lactose ou isolado: qual faz sentido?
Depende do motivo da troca. Em primeiro lugar, quem tem só intolerância à lactose reage ao açúcar do leite, e não à proteína. Nesse caso, um whey sem lactose costuma resolver, com mais leucina por dose. Da mesma forma, o whey isolado tem pouca lactose, como explicamos no guia de whey concentrado ou isolado. Por outro lado, quem tem APLV, a alergia à proteína do leite, não pode usar nenhum whey de leite, nem o zero lactose. Por isso, aqui o whey vegano faz sentido, desde que o rótulo não traga o aviso “pode conter leite”. Por fim, para veganos, a proteína vegetal é a única opção da categoria. Vale reforçar que só o médico confirma se o caso é intolerância ou alergia.
Como tomar proteína vegana
A forma mais simples é misturar uma dose em 200 a 300 ml de água ou de bebida vegetal, na coqueteleira. No entanto, a proteína vegetal tende a ficar mais espessa que o whey, e algumas avaliações citam textura arenosa. Por isso, bater no liquidificador com gelo ou com uma fruta costuma deixar o shake mais liso. Além disso, o horário importa menos que a meta do dia: dividir a proteína entre as refeições é a orientação geral da ISSN. Assim, a dose de proteína vegetal entra onde for mais prático, seja no café da manhã, seja depois do treino. Contudo, ela não substitui refeições, e o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda basear a alimentação em comida de verdade.
Ainda assim, algumas pessoas devem falar com um médico ou nutricionista antes de usar proteína em pó:
- Quem tem doença renal ou outra condição de saúde.
- Quem tem alergia a soja, leguminosas, amendoim ou castanhas.
- Gestantes e lactantes.
- Menores de 19 anos, já que os rótulos indicam o uso para adultos.
Este conteúdo é educativo e não substitui a orientação de um médico ou nutricionista.
Como escolhemos
Para montar esta lista, partimos das proteínas vegetais mais vendidas no Mercado Livre e na Amazon. Em seguida, aplicamos a curadoria do gymcerto: nota mínima de 4,5 e pelo menos 30 avaliações reais. Além disso, conferimos a proteína por dose no rótulo de cada produto, e não só na ficha do anúncio. Afinal, os números divergiam em três casos. Na Growth Soja, a ficha citava 26 g e o rótulo traz 23 g. Na NewNutrition, eram 24 g na ficha e 22 g no rótulo. Já no Blend Vegan, a ficha falava em 21 g e a tabela traz 23 g. Depois, ordenamos por quatro critérios, nesta ordem: qualidade da proteína (blend completo, soja ou leucina adicionada), proteína por dose, custo por grama e volume de avaliações.
Por isso, com os dados do rótulo, a soja da Growth passou à frente da ervilha da NewNutrition. Com proteína e custo parecidos, a soja tem aminograma mais completo. Da mesma forma, o Vitafor ficou em primeiro pela leucina adicionada e pela maior proteína por dose. Isso mesmo custando mais por grama que os pacotes de 1 kg. Já o Atlhetica ficou em último, apesar da maior nota, por ter a menor proteína por dose e o maior custo por grama. Na Amazon, nenhum dos seis passou na nossa regra de mesmo produto com nota mínima, por isso a lista traz só o Mercado Livre. Vale dizer que a análise não envolve uso pessoal: comparamos rótulos, fichas técnicas e avaliações de compradores. Por fim, os preços são da data da checagem e podem mudar.
Comparação rápida: proteína e custo por grama
| Produto | Fonte | Proteína | R$/g | Nota |
|---|---|---|---|---|
| 1. Vitafor Isofort Plant | Ervilha + arroz | 24 g | R$ 0,31 | 4,7 |
| 2. Growth Blend Vegan | Ervilha + arroz | 23 g | R$ 0,14 | 4,7 |
| 3. True Vegan | Ervilha + arroz | 23 g | R$ 0,36 | 4,7 |
| 4. Growth Soja | Soja | 23 g | R$ 0,14 | 4,7 |
| 5. NewNutrition Ervilha | Ervilha | 22 g | R$ 0,17 | 4,6 |
| 6. Atlhetica Best Vegan | 4 fontes | 20 g | R$ 0,42 | 4,8 |
Na tabela, a proteína é por dose e o custo é por grama de proteína, calculado pelo rótulo. Além disso, a ficha completa de cada produto está na nossa loja: Vitafor Isofort Plant, Growth Blend Vegan, True Vegan, Growth Soja, NewNutrition Ervilha e Atlhetica Best Vegan.
Conclusão: qual whey vegano escolher?
Em suma, o melhor whey vegano para a maioria é o Vitafor Isofort Plant, pela leucina adicionada e pelos 24 g de proteína por dose. Para gastar menos por grama, o Growth Blend Vegan é a escolha. Por outro lado, quem prioriza sabor tem o True Vegan, se não tiver alergia a castanhas. Já quem aceita soja encontra na Growth Soja a fonte única mais completa. Da mesma forma, a NewNutrition Ervilha atende quem quer o rótulo mais curto. Por fim, o Atlhetica Best Vegan tem a maior nota, mas não serve para quem tem APLV.
Próximos passos
Antes de comprar, confira no rótulo a proteína por dose, a leucina e os alérgenos. Em seguida, calcule o custo por grama de proteína, já que o preço do pote engana. Além disso, estime a sua meta diária na calculadora de proteína, lembrando que o pó só completa a comida. Por isso, se você não tem restrição ao leite, compare também com o whey de leite. Afinal, o que faz diferença é bater a proteína do dia, junto com treino e sono.
Referências
- Babault N. e colaboradores. Pea proteins oral supplementation promotes muscle thickness gains during resistance training: a double-blind, randomized, placebo-controlled clinical trial vs. whey protein. JISSN, 2015. PMC
- Hevia-Larraín V. e colaboradores. High-protein plant-based diet versus a protein-matched omnivorous diet to support resistance training adaptations. Sports Medicine, 2021. DOI
- Messina M. e colaboradores. No difference between the effects of supplementing with soy protein versus animal protein on gains in muscle mass and strength. IJSNEM, 2018. DOI
- Gorissen S. H. M. e colaboradores. Protein content and amino acid composition of commercially available plant-based protein isolates. Amino Acids, 2018. PMC
- Mathai J. K., Liu Y., Stein H. H. Values for digestible indispensable amino acid scores (DIAAS) for some dairy and plant proteins. British Journal of Nutrition, 2017. DOI
- Jäger R. e colaboradores. International Society of Sports Nutrition position stand: protein and exercise. JISSN, 2017. PMC
- Morton R. W. e colaboradores. A systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein supplementation on resistance training-induced gains. BJSM, 2018. PMC
- Consumer Reports. Protein powders and shakes contain high levels of lead, 2025. Consumer Reports
- Anvisa. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, texto consolidado. AnvisaLegis
- Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira, 2ª edição, 2014. gov.br
Não entrou na nossa lista por falta de dado, e não por defeito comprovado. Afinal, o anúncio do Dux Fresh Vegan analisado trazia a tabela como “vide embalagem” e informação divergente sobre glúten. Além disso, tinha menos de 100 avaliações. Por isso, sem o rótulo, não dá para comparar proteína e custo por grama.
Sim, o Blend Vegan da Growth tem 23 g de proteína de ervilha e arroz por dose e o menor custo por grama entre os blends da lista. No entanto, o rótulo não declara a leucina, e os adoçantes são sucralose e acessulfame de potássio.
Sabor é pessoal, mas as avaliações ajudam. Na prática, o True Vegan é o mais citado como cremoso, por causa da castanha de caju e do leite de coco. Além disso, o Atlhetica Best Vegan tem a maior nota da lista. Por outro lado, a ervilha pura tende a ter sabor mais neutro.
O whey vegano não tem lactose nem proteína do leite na fórmula. Por isso, pode servir para quem tem APLV, desde que o rótulo não avise que pode conter leite, como no Best Vegan da Atlhetica. Ainda assim, o diagnóstico e a orientação devem vir do médico.
Na nossa lista, o Vitafor Isofort Plant tem mais proteína por dose: 24 g em 30 g, conforme o rótulo. Logo atrás vêm Growth Blend Vegan, Growth Soja e True Vegan, com 23 g. Por fim, confira sempre a tabela, porque fichas de anúncio podem divergir.
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Iorgen Wildrik
Fundador do gymcerto. Pesquiso e comparo equipamentos e suplementos para treino em casa a partir de fichas técnicas, avaliações reais de compradores e estudos científicos, e escrevo guias de treino para quem quer começar ou evoluir em casa. Os preços são conferidos no Mercado Livre e na Amazon, e só recomendo produtos com boa nota e volume de avaliações.
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